A origem …

A fazenda

Em 2015 uma grande seca na Bahia atingiu a Fazenda Porto Esperança em Ilhéus e trouxe uma grande perda na produção de frutos de cacau.

Foi quando Luiza Soalheiro e Marcelo Abrantes idealizaram e iniciaram o projeto de aproveitamento máximo do fruto. Era um momento de encontrar soluções para agregar valor ao fruto do cacau em produtos diferentes do tradicional chocolate .

Começaram produzindo amêndoas e nibs de cacau caramelizados, a extração do suco puro de cacau (mel de cacau), e a seguir a Cauchaça, que veio para romper paradigmas e horizontes, desenvolvida através de um longo (2015 a 2018) e cuidadoso processo de escolha das melhores enzimas e fermentos, testes de laboratórios, centenas de destilações, tornando-se a primeira aguardente de cacau do Brasil e unindo as duas tradições bem brasileiras :a excepcional produção cacaueira baiana e a arte mineira de produzir aguardentes.

Hoje em dia contamos com a instalação de uma destilaria e produção de uma linha de derivados do cacau na Fazenda, onde são cultivados os frutos, colhidos, transformados e comercializados para todo o Brasil.

Chegar à fazenda já é uma experiência —depois de cruzar a porteira e estacionar o carro, o visitante atravessa o rio Almada, em pé, em uma balsa de tração manual. Na outra margem estão os prédios da destilaria  e produçāo, além de infraestrutura para funcionários, moradia  e toda a lavoura cacaueira da fazenda.

A Fazenda Porto Esperança foi adquirida no ano de 2010 e vem passando por reformas para se adequar a produção de vários produtos derivados do cacau.

Secagem
Secagem

Destilaria
Destilaria

Plantação
Plantação

Estufa
Estufa

Cacau em Versos

Menina, vem ver a roça,
Parece São João!
O cacau tá bonito,
Que nem um balão.

Vem ver a roça,
Corre menina,
Que foi pra você,
Que eu fiz a capina.

Tirei mato velho,
Limpei todo o chão,
Cortei os espinhos,
Do cansanção.

Só pra te ver,
Correndo faceira,
Por entre as fileira,
Do meu coração.

Catei os gravetos,
E os broto chupão,
Deixei as pimentas,
E a fruta pão.

Também jenipapo,
A jaca e o cajá,
Deixei bem cuidados,
Pra te agradar.

Pedi a são Pedro,
Pra molhar o chão,
Lavar as folhinhas,
Abrir brotação.

Só pra te ver,
Correndo faceira,
Por entre as fileiras,
Do meu coração.

A roça promete,
Um ano dos bão,
Quem sabe menina,
Te peço a mão?

By Luisa Soalheiro